Porque o trabalho de campo é importante para a gestão do relacionamento com as partes interessadas
A gestão do relacionamento com os stakeholders é fundamental para empresas, independente do porte, que geram impacto social e ambiental e queiram construir uma boa relação com seus vizinhos. Afinal, esses impactos – positivos ou negativos – podem criar oportunidades ou ameaças. Por isso, é importante cuidar da relação do seu negócio com os diversos públicos – comunidade, movimentos sociais, poder público, entidades, ONGs, colaboradores, imprensa e outros – a fim de fortalecer positivamente sua reputação. A este público, damos o nome de stakeholder. Mas, você sabe o que são stakeholders?
O termo foi inventado em 1960, pelo filósofo americano Robert Edward Freeman. A definição surgiu a partir da junção entre os termos “stake” (“interesse”) e “holder” (“o que possui”). Ou seja, os stakeholders
da sua empresa são todas as partes interessadas que serão, em algum momento, impactadas pelas transformações promovidas em determinada região. Na Bridge, apoiamos o diálogo entre empresas e comunidade, construindo convergências e fortalecendo as relações. O gerenciamento de stakeholders é, portanto, um dos nossos carros-chefe.
Gestão de relacionamento nas empresas com impacto socioambiental
A gestão de relacionamento com os stakeholders requer respeito, responsabilidade, empatia e escuta ativa da equipe envolvida que deve estar preparada para, em alguma situação, lidar com contextos de crise. Isso porque as atividades desenvolvidas pelas organizações podem produzir algum tipo de alteração no ambiente ou sociedade, sendo efeitos positivos ou negativos. A repercussão desses impactos pode ser determinante para entender a reputação da empresa e como está sua relação com os stakeholders. Nesse contexto, o gerenciamento de stakeholders é essencial para administrar possíveis consequências.
Como funciona o trabalho de campo
A equipe responsável pelo relacionamento entre stakeholders mapeia os diversos atores que compõem as partes interessadas do negócio. Para um gerenciamento de stakeholders eficiente é importante reconhecer não só aqueles envolvidos diretamente com a empresa, nomeados stakeholders primários, como também os stakeholders secundários de seu negócio, como comunidade, imprensa, ONGs, poder público, entre outros.
Após o mapeamento, a equipe dialoga com esses públicos, acolhendo suas opiniões e interesses, reconhecendo seus níveis de influência e criticidade em relação ao negócio e outros públicos. Com o mapa de stakeholders construído, a equipe pode criar condições favoráveis para o relacionamento e atuação da organização no território e, nesse sentido, irá propor ações para sua empresa lidar da melhor forma com as partes interessadas.
Dentre os desdobramentos da gestão de stakeholders, está a atuação da equipe diretamente na comunidade, por meio do trabalho de campo. As ações com a comunidade favorecem a compreensão das demandas e anseios dos moradores desses territórios, assim como acolhe os eventuais questionamentos relativos às atividades da empresa. Esse processo é reconhecido por fortalecer a transparência do diálogo social entre as partes, além de proporcionar uma estratégia de comunicação empresarial assertiva.
Razões do trabalho de campo ser importante para essa gestão empresarial com as partes
O trabalho de campo é essencial para criar vínculos duradouros com a comunidade. É uma atividade de escuta compartilhada e aberta, acolhedora e franca entre a equipe de comunicação e a comunidade. A atuação pode vir, por exemplo, a partir da instalação de um escritório itinerante no local.
Estar em campo periodicamente possibilita o esclarecimento de boatos – evitando ruídos – e apoia na construção de uma boa reputação da sua empresa perante todas as partes interessadas, viabilizando a obtenção da licença social para operar. Todo esse processo, claro, possibilita a construção de relacionamentos saudáveis, transformação e desenvolvimento econômico e social local.
Diálogo social com a comunidade
O filme Bacurau (2019) , dos cineastas Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ilustra muito bem a questão do diálogo social, entre instituições, comunidade e poder público, e as consequentes falhas nessas relações entre os atores envolvidos.
Você já viu Bacurau?
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